quarta-feira, janeiro 13, 2010

Arruda no Distrito Federal, Yeda no Rio Grande do Sul, tudo a ver

Arruda no Distrito Federal, Yeda no Rio Grande do Sul, tudo a ver


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A foto de capa da Folha de São Paulo mostra um policial militar do Distrito Federal dando uma gravata em manifestante contra o o governador José Roberto Arruda. Modelo de polícia que está aí para servir e para proteger...


A foto leva para as notícias sobre os desdobramentos da crise desencadeada no governo do Distrito Federal a partir da divulgação de uma série de vídeos de deputados da câmara distrital de Brasília recebendo maços de dinheiro. E aparentemente o principal desdobramento é que a base parlamentar do governador tomou conta de todas as comissões destinadas a analisar as acusações de corrupção contra o governador e os pedidos de “impeachment” contra ele. Não acharei estranho se as comissões chegarem à conclusão que não há evidências suficientes de comprovação de corrupção do governador, ou que demonstrem a necessidade dele ser afastado do cargo.


Me lembrou tudo o que tem acontecido aqui no Rio Grande do Sul. A diferença aqui é que não houve um membro do governo que tenha gravado vídeos de colegas de governo ou da base parlamentar recebendo maços de dinheiro vivo. Aqui houve uma série de gravações que também, obviamente, muita gente acha que não são evidências suficientes de demonstração de prática de atos ilícitos ou criminosos.


Curiosamente, no Distrito Federal alguns dos políticos ficaram sem partido. A Folha de São Paulo se refere ao governador José Roberto Arruda, como “ex-DEM”, e o presidente da câmara distrital, Leonardo Prudente igualmente como “ex-DEM”. Aqui no Rio Grande do Sul, todos continuam nos seus partidos.


Me pergunto se isto é sinal da alienação dos políticos em relação aos eleitores, ou mesmo desprezo.


Mas talvez não. Talvez seja um risco calculado.


Se a governadora Yeda Crusius já escapou de um pedido de “impeachment” aqui no Rio Grande do Sul, e se o governador José Arruda escapar de um “impeachment” no Distrito Federal, é bem possível que eles não consigam se reeleger em 2010.


Contudo, também é bem possível que muitos destes deputados que fazem parte das respectivas maiorias parlamentares dos governadores acabem sendo reeleitos.


Não conheço o varejo da política brasiliense, mas aqui no Rio Grande do Sul, tenho a impressão que o franco favorito para ser eleito governador é o atual prefeito de Porto Alegre (e também ex-senador) José Fogaça. Não que ele seja um grande político, mas simplesmente muita gente preferirá votar nele a votar na oposição petista representada pelo atual ministro da justiça, Tarso Genro. E provavelmente, se eleito, o Sr. José Fogaça conseguirá uma base parlamentar na assembléia legislativa que será a mesma da atual governadora, que, aliás, é a mesma do governador anterior, Germano Rigotto, o pacificador.


Vejamos o que acontecerá com a assembléia legislativa gaúcha e a câmara distrital brasiliense em outubro. Se estas casas parlamentares tiverem ampla renovação será um sinal de esperança, senão...



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quarta-feira, outubro 21, 2009

A irresponsabilidade da “elite” gaúcha

No dia seguinte à vitória de Germano Rigotto nas eleições de 2002, o jornal Zero Hora publicou um editorial saudando a derrota do governo Olívio Dutra (PT), que teria mergulhado o Estado em conflitos, e a vitória do candidato “pacificador” do PMDB. O mesmo discurso foi repetido por lideranças empresariais do Estado que apontavam o futuro governo Rigotto como uma oportunidade para a retomada de um clima de paz propício aos negócios. Esse discurso ignorava completamente o desempenho econômico do Estado no período do “governo de conflitos” (1999-2002).

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação de Economia e Estatística (FEE), entre 1999 e 2001, o PIB industrial gaúcho cresceu seis vezes mais que o do Brasil, governado então por Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O crescimento do Estado neste período foi de 11,7% contra 1,7% do país (e –4,7% no período entre 1995 e 1998, do governo Antônio Britto). No mesmo período, o PIB agropecuário gaúcho cresceu 23,8%, contra 16,9% do país e 4,3% do governo Britto.

Com a vitória da RBS e de seus agentes políticos “pacificadores”, foi retomada no Estado a cultura da “gestão modernizadora do Estado” que tinha no empresário Jorge Gerdau Johhanpeter e seu mítico PGQP (Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade) um de seus principais gurus. A era do PGQP atravessou o governo Rigotto, chegou ao governo Fogaça, em Porto Alegre, e prosseguiu no governo Yeda Crusius, combinado com o anunciado “novo jeito de governar”. Foi no governo Rigotto também, em 2003 para ser mais preciso, que, segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, iniciou o esquema de fraude que acabaria desviando cerca de R$ 44 milhões do Detran. Um dos principais acusados de chefiar o esquema, o deputado federal José Otávio Germano (PP) era então o secretário da Segurança Pública, substituindo o “conflituoso” José Paulo Bisol.

No último domingo, o mesmo jornal Zero Hora publicou uma matéria tratando da queda do PIB gaúcho na última década e da perda de poder econômico do Estado no cenário nacional. No plano político então, a situação é ainda pior. O Rio Grande do Sul não só perdeu poder político como virou tema de chacota nacional, graças ao desastrado governo de Yeda Crusius. Um governo onde o partido da governadora que anunciou um “novo jeito de governar” chega ao seu terceiro ano contratando uma empresa para ajudar a “construir um modelo de governo”.

Os responsáveis pela decadência política e econômica do RS na última década procuram agora esconder sua responsabilidade pelo que está acontecendo, como se tudo não passasse de um acidente da natureza. Onde está o balanço da RBS sobre as posições políticas que abraçou na última década? E as fórmulas milagrosas do Sr. Gerdau (sempre ávido em conquistar “incentivos” fiscais), contribuíram no que mesmo para o desenvolvimento do Estado? E os padrinhos políticos de Yeda Crusius e seu grupo, por que se esforçam agora em não aparecer ao lado da governadora? Qual o balanço do senador Pedro Simon que selou seu apoio a Yeda com um carinhoso beijo na testa?

Silêncio. Silêncio é a resposta a todas essas questões. A chamada “elite” gaúcha revela-se absolutamente irresponsável. Literalmente irresponsável. Não responde por seus atos e por suas escolhas. E tenta continuar aparecendo como portadora da mensagem do progresso e da modernidade, apoiada em agentes políticos que elevaram a mediocridade e a covardia a alturas nunca dantes navegadas. É assim que está o Rio Grande do Sul neste início do século XXI.

Texto originário do RS Urgente.


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sexta-feira, outubro 16, 2009

Policiais civis avaliam indicativo de greve

O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm) reúne seu Conselho de Representantes nesta sexta-feira (16) para avaliar indicativo de greve da categoria e a realização de atos públicos na capital e no interior do Estado. Segundo o sindicato dos policiais, a governadora Yeda Crusius (PSDB) tratou de aumentar o salário da elite do serviço público, arrochando ainda mais os contracheques de quem ganha pouco. Na Polícia Civil, apenas os delegados, que possuem um bom salário, tiveram reajuste de 24%, enquanto os agentes ficaram a ver navios. “A decisão da governadora reforçou as castas na Polícia Civil e cometeu uma injustiça grosseira com os agentes”, diz Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm.

Esta notícia continua no RS Urgente.

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quarta-feira, setembro 09, 2009

Sequestros...

Sequestros


Por falar em repressão, as consequências policiais/judiciais de um protesto em frente à casa da governadora Yeda Crusius, em Porto Alegre, foram trazidas da ditadura, sem retoque. Além da violência sempre preferida pela polícia gaúcha, os manifestantes presos estão submetidos a inquérito até por formação de quadrilha e por sequestro.
O pretexto é que, durante a manifestação, o neto da encrencada governadora não pôde sair para a escola. Yeda Crusius considerou o impedimento, por ela deduzido e não declarado pelos manifestantes, semelhante ao de certas quantidades de dinheiro que a tornam denunciada e objeto de manifestações.

Trecho da coluna de Jânio de Freitas, na Folha de São Paulo, de 13 de agosto de 2009.

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sexta-feira, agosto 14, 2009

MST denuncia violência da Brigada Militar e prática de tortura em São Gabriel



O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota denunciando práticas de truculência e de tortura por parte da Brigada Militar na ação de reintegração de posse da Prefeitura de São Gabriel (RS), ocorrida quarta-feira à tarde. Segundo o MST, pelo menos trinta pessoas, entre crianças e adultos, ficaram feridos – incluindo pessoas com dedos e braços quebrados – no despejo forçado realizado pela Brigada Militar. “Todos os 250 sem terra foram identificados e humilhados. Os manifestantes foram encurralados dentro da prefeitura, onde foram golpeados por cassetete, chutes e tapas dos policiais”, denuncia o movimento.

No entanto, o fato ocorrido em São Gabriel quarta-feira ultrapassou o limite do convencional e adquiriu características de tortura policial, acusa ainda. “As famílias relataram que, enquanto estavam na delegacia para serem identificadas, continuaram recebendo golpes de cassetete, chutes, socos e tapas dos policiais. Chegou a ser montado um corredor polonês em que as pessoas foram obrigadas a atravessar enquanto recebiam chutes e cacetadas. Inclusive a nova pistola elétrica, que deveria ser usada para ajudar na imobilização durante perseguição policial, foi utilizada para dar choque nas pessoas”.

Nesta quinta-feira (13), integrantes do Comitê Estadual Contra a Tortura estiveram em São Gabriel conversando com as famílias sem terra e recolhendo os depoimentos. O MST repudiou a ação da Brigada Militar, dirigida pelo subcomandante Lauro Binsfeld - o mesmo que comandou o despejo das mulheres da Via Campesina em uma área da papeleira Stora Enso em Rosário do Sul (RS), em 2008, e que resultou em quase cem manifestantes feridas. Além disso, repudiou a decisão do prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves, de ter se negado a conversar com as famílias e ter autorizado a ação da Brigada Militar.

Texto originário do blog do Marco Weissheimer - RS Urgente.

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sexta-feira, julho 24, 2009

Brigada Militar desloca 12% da tropa em Porto Alegre para agenda que Yeda furou

A Brigada Militar deslocou, hoje, 200 policiais (cerca de 12% do efetivo em Porto Alegre) para fazer a segurança de uma agenda da governadora Yeda Crusius (PSDB), no centro da capital. Yeda participaria da inauguração do novo prédio da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), na avenida Farrapos. Temendo novos protestos de rua contra a governadora, a Brigada montou uma operação de guerra que chegou a causar congestionamento em uma das áreas mais movimentadas da cidade. O transtorno foi em vão: na última hora, Yeda Crusius avisou que não iria à inauguração. A causa: “dificuldades na agenda”. No entanto, segundo a agenda divulgada pelo próprio Palácio Piratini, esse era a única atividade da governadora na tarde desta terça-feira. A Brigada Militar não informou o custo da operação montada para a agenda furada por Yeda.

Texto do blog do Marco Weissheimer - RS Urgente.

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terça-feira, março 03, 2009

O duplo comportamento da governadora Yeda Crusius

O duplo comportamento da governadora Yeda Crusius


A governadora Yeda Crusius teve um duplo comportamento nestes últimos dias.


Quando acusada por sindicatos de servidores e movimentos sociais de ser, entre outros coisas, “a face do autoritarismo”, “a face da corrupção”, ou “a face da destruição”, do estado do Rio Grande do Sul, em cartazes espalhados por outdoors em todo o estado, estampando efetivamente a face da governadora, isto é, fotografias dela, a governadora ameaçou processar, além dos sindicatos a própria agência de publicidade que havia produzido a campanha.


No final de fevereiro passado, o PSOL, partido de oposição à governadora lançou uma série de acusações contra a governadora, principalmente arrecadação irregular para sua campanha, em 2006, e uso de parte do dinheiro arrecadado para compra de uma casa bastante confortável no bairro Chácara das Pedras, em Porto Alegre. Neste caso, apesar das denúncias serem até mais fortes que as da campanha dos sindicatos, a governadora não tomou atitude alguma em relação às denúncias. Vale destacar também a atitude do seu ex-secretário da fazenda, Aod Cunha. Citado pelo PSOL como testemunha, ou cúmplice, desta arrecadação irregular, a princípio afirmou que iria processar os denunciantes sumariamente. Depois resolveu adiar o processo. Por que a governadora e seu ex-secretário não processam os denunciantes? Medo que haja mais que “denúncias sem provas” como anunciam meios de comunicação simpáticos à governadora e ao PSDB?


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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Yeda Maria Antonieta

MARIA ANTONIETA

Num país falido, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, ordenou ao Citicorp que cancelasse a encomenda de um jato executivo de US$ 50 milhões. No Rio Grande do Sul, a governadora tucana Yeda Crusius, que está na Justiça batalhando contra a instituição do piso nacional do magistério, quer comprar um avião de US$ 26 milhões. No estilo Maria Antonieta, fez piada: "Pode chamar de AeroYeda".

Trecho da coluna de Elio Gaspari, na Folha de São Paulo, de 1o. de fevereiro de 2009.

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quarta-feira, novembro 19, 2008

Magistério gaúcho novamente em greve

E o Magistério gaúcho está novamente em greve.

Pelo que pude entender, desta vez o motivo é diferente do simples pedido de reajuste salarial.

Acontece que o governo Yeda é um dos governos estaduais que entrou com ação de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal contra a lei do Senador Cristóvão Buarque que estipula que até 2009 nenhum professor no Brasil ganhe menos de R$ 950,00 . Isto sob a descrição de ordenado. Sobre este piso de R$ 950,00 deverão incidir abonos, anuênios e outros incentivos à carreira docente. O governo do Rio Grande do Sul argüi que isto é uma intromissão da União nos assuntos do executivo estadual, e que os reajustes decorrentes da lei poderiam ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ao mesmo tempo, o governo do estado enviou projeto de lei à Assembléia Legislativa gaúcha propondo um piso para os professores do estado, no mesmo valor, mas que estabelece que R$ 950,00 será o mínimo do total de rendimentos dos professores. Além disso, não propõe os incentivos da lei do Senador Buarque, que estabelece limite de horas e períodos para que o professor possa elaborar aulas, provas, testes e trabalhos, bem como corrigir o resultados das atividades dos alunos.

Por fim, resta dizer que R$ 950,00 ainda é um valor insuficiente para quem dedicar cerca de 16 anos de sua vida aprendendo para poder melhor ensinar a outrem, mas pelo menos é uma proposta. Como dar um copo de 200 ml de água à alguém que ficou horas exposto ao calor do deserto.


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sábado, maio 10, 2008

Criminalização de Movimentos Sociais

Leio no saite do jornal Zero Hora, que a Brigada Militar mobilizou mais de 700 homens para cumprir um mandado de busca num acampamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), na Fazenda São Paulo II, município de São Gabriel, aqui no Rio Grade do Sul. O mandado visava a apreensão de bens supostamente furtados da Fazenda Southall, ocupado pelo Movimento em abril passado.
Não encontraram nada da Fazenda Southall, assim a Brigada se contentou em levar 81 foices, 16 facões, 9 coquetéis molotov, e 15 foguetes (ou seja fogos de artifício), entre mais alguns badulaques como facas, escudos e bodoques. Não obstante tudo isso poder ser usado como arma, a maior parte do "arsenal" é composto de ferramentas de trabalhadores rurais.
O próprio subcomandante da Brigada, o famoso coronel Mendes, foi o solicitante do mandado de busca e apreensão, e informou que a operação foi necessária para "restabelecer a ordem na região". Ou seja, para o coronel da Brigada, a presença do MST é um foco de desordem. Para ser coerente com a sua afirmação, o coronel deveria ter solicitado uma remoção desse povo dali. Assim conseguiria restabelecer totalmente a "ordem na região".
Entre 700 pessoas, a Brigada conseguiu encontrar 3 foragidos da justiça, e prendeu mais 2 pessoas por desacato à autoridade. O jornal da Azenha não indicou os delitos pelo qual os tais foragidos estavam condenados. Posso especular, num país em que ladrões de xampu são condenados à pena de prisão, e que assassinos condenados ficam soltos, que os crimes dos foragidos não seriam de grande monta, ou eles não estariam convivendo com mais de 600 pessoas, em aparente paz e harmonia.
Zero Hora também não informou o que eu pude saber pelo blog do Gilmar da Rosa, que os brigadianos também rasgaram barracos de lona, colocaram pás de terra em comida que estava sendo cozida, e levaram parte dos mantimentos do acampamento.
Depois o coronel Mendes foi cumprimentar os latifundiários da região. que saudaram a ação liderada pelo coronel. "Gostaríamos de ter assistido." afirmou a vice-presidenta do Sindicato Rural de São Gabriel, Roselba Mozzaquato, segundo o Gilmar da Rosa.
Dizem alguns teóricos do marxismo, que num estado burguês (um estado que a burguesia controla), a polícia e as forças armadas são o braço armado dos burgueses, pois a oficialidade destas forças policiais e militares estaria ligada por laços de interesse e mesmo de sangue com esta burguesia. Utilizando a linguajar dos almofadinhas com MBA, como diria o Marcelo Duarte, a ação liderada pelo coronel Mendes, no governo da governadora Yeda Crusius, seria um perfeito "case study", isto é, um perfeito estudo de caso a comprovar a tese marxista.
A polícia militar do Rio Grande do Sul agiu para humilhar membros de um movimento social e fazer prevalecer os interesses de parte da classe latifundiária do estado.
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Foto de Fernando Ramos, no jornal Zero Hora.
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P.S. O mesmo saite da Zero Hora, à noite, dava em manchete de capa que uma comerciária se sentia arrasada por ter sido assaltada e agredida por ladrões na Rua Padre Chagas. Não necessariamente há causa e efeito entre os dois eventos, mas talvez se não houvesse policiais da capital na fronteira para reprimir movimentos sociais, o tal assalto pudesse ter sido evitado.
Abaixo a "capa" do saite de Zero Hora.
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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Parabéns Atrasados

A governadora Yeda Crusius e o secretário da segurança José Francisco Mallmann merecem todo apoio ao trocaram a cúpula da Brigada Militar na serra, após o episódio em que um grupo de policiais se viu envolvido em práticas de violências e torturas contra alguns moradores de Flores da Cunha.
Esta medida é digna de todo apoio, e espera-se que as punições não fiquem apenas em transferências para regiões longínquas do estado até que o caso caia no esquecimento. É necessária a apuração de responsabilidades e punição de culpados perante a justiça.

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sábado, novembro 10, 2007

"Chinelagem no RS"

"O problema é político. Essa turma não deve ser interditada apenas porque saqueia o estado. Sempre o fizeram, ora bolas. Devem ser interditados porque são ruinosos à democracia – e por isso sustentaram a ditadura, onde começou o enriquecimento -, ao interesse público, à distribuição de renda, à justiça, à história. Sim, à história. É uma turma bagaceirérrima, muito pouco afeita ao cultivo, ao compromisso teórico, e olha que já são bem nascidos, que já tiveram bibliotecas em casa. Ou alguém acha que a ilustrada e charmosa secretária de cultura leu a luz de velas? Não."


Parte de texto da Katarina, no blog Palestina do Espetáculo Triunfante, onde ela comenta a respeito do recente escândalo no Detran do Rio Grande do Sul. Mais lá.

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quarta-feira, novembro 07, 2007

Do RS Urgente: Amigos para Sempre

Indagado sobre as fraudes no Detran que, segundo as investigações da Polícia Federal, iniciaram no seu governo, o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) tirou o corpo fora e jogou a batata quente no colo de seu ex-secretário da Segurança, José Otávio Germano (PP). Segundo Rigotto, Germano tinha autonomia para lidar com esses assuntos. O ex-secretário, por sua vez, disse que não sabia de nada e que ficou surpreso com o envolvimento de ex-assessores no esquema. José Otávio Germano divulgou nota oficial garantindo que não tem nada a ver com o peixe. Na mesma linha, a governadora Yeda Crusius (PSDB) também se disse surpreendida pelo episódio e, agora, promete reformular o Detran. Então é isso, um grupo agia com autonomia no Detran sem que ninguém soubesse de nada. Está tudo explicado.

Comentário pessoal: Não acho estranho que o ex-governador Rigotto, ou a governadora Yeda não tenham sabido do que acontecia no Detran. Delegaram tarefas aos secretários, e estes criaram os organogramas que lhes convinham. Estranho é que tanta gente estrilava quando o presidente Lula afirmava que não sabia de nada sobre o chamado "mensalão", agora ache que é totalmente justificável a atual governadora e o ex-governador tirarem o corpo fora.

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quinta-feira, novembro 01, 2007

Alunos da UERGS Fizeram Manifestação Hoje

Os alunos da UERGS, a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, fizeram uma manifestação hoje, dia 31 de outubro, no centro de Porto Alegre, no início da tarde. As imagens abaixo foram produzidas pelo blogueiro, quando a passeata se encaminhava para a 53a. Feira do Livro de Porto Alegre.
Dentro dos planos de recuperação das finanças do governo do estado, a UERGS, e os seus alunos, também têm sido penalizados.





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quinta-feira, outubro 18, 2007

Comentário Feito por este blogueiro no Blog Alternamídia a respeito da TVE e da FM Cultura

Acredito que o Governo Federal poderia encampar a TVE e a FM Cultura, pagando uma pequena indenização ao Governo do Estado. A TVE e a FM Cultura passariam a fazer parte da nova rede pública de emissoras que o Governo Lula quer montar, e a governadora Yeda se livraria de uma entidade a qual ela não parece fazer questão de manter.

Fiz este comentário no Alternamídia.

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Manifestação de Pessoas Ligadas à Brigada - 2

O "post" anterior foi a percepção pessoal do blogueiro. O blog RS Urgente traz uma reportagem mais abrangente. Confira!

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Manifestação de Pessoas Ligadas à Brigada

Hoje à tarde, dia 17, houve uma longa passeata de pessoas ligadas à Brigada, a polícia militar do Rio Grande do Sul.
Eram dezenas de pessoas, que se identificavam como servidores civis da Brigada, policiais aposentados, e familiares, que pediam "dignidade" à governadora do estado. Havia muitos cartazes e apitos. Homens, mulheres, crianças. Entre outras coisas pediam reajustes salariais, pagamento de precatórios, ...
A manifestação vinha da Rua da Praia, entrou na Caldas Júnior, e seguiu pela Siqueira Campos. E como havia muita gente, é claro que atrapalhou o trânsito.
Queria ver o que diriam aquelas pessoas que gostam de dizer que este tipo de manifestação é coisa de "desocupados", "desordeiros", "baderneiros", e por aí. Afinal esta manifestação foi de pessoas ligadas à Brigada.


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sábado, setembro 22, 2007

"TVE pede socorro"

Fonte: Universo IPA - Agência Experimental de Jornalismo
Por Thays Leães - 2º semestre IPA
A Fundação Cultural Piratini - RS, formada pela TVERS e FM Cultura, é conhecida pela programação cultural e educativa com a cara do Estado. Apesar da sua importância, a instituição não possui a atenção de que necessita por parte do Governo do Estado nesses últimos anos. A atual gestão, de Yeda Crusius, pretende deixar a Fundação aos cuidados de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), considerada por funcionários e algumas organizações uma forma de privatização. Para discutir o futuro das emissoras e plataformas de ação para evitar que as mesmas sejam prejudicadas, surgiu o Painel SOS TVE - FM Cultura, realizado no dia 14 de setembro.

A professora do Núcleo de Estudos e Tecnologias em Gestão Pública da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Nutep/UFRGS), Maria Ceci Misocsky, explicou aos presentes o que é uma Oscip. Esse tipo de organização oferece serviços de utilidade pública, sem fins lucrativos. É administrada pela sociedade civil, mas pode receber recursos tanto do Governo quanto de empresas privadas. Na opinião de Mosocsky, a Fundação Piratini não terá segurança financeira. 'É uma espécie de limbo, o patrimônio não é nem estatal, nem privado. É explorado privadamente, mas o título não é repassado', disse. Ela ainda afirmou que a Fundação Piratini não se transformará em Oscip. 'Haverá a qualificação de uma Oscip, ela terá que assinar um termo assumindo a administração da TVE', afirma. Além disso, segundo a lei aprovada em 1999, os funcionários da emissora não poderão ser transferidos. Misocsky afirmou que 'em Minas Gerais isso foi feito, mas eles podem ser acusados de improbidade administrativa e os trabalhadores poderão ser demitidos'. O futuro de quem trabalha na TVE é incerto. Misocsky se posicionou em relação ao impasse e confessou que a emissora será privatizada: 'será uma ação privada entre amigos, o Estado vai abrir mão da responsabilidade sobre a Fundação'.
O diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e ex-funcionário da TV Educativa, José Carlos Torves, sugeriu alternativas de mobilização não só para evitar o que ele chamou de privatização branca, mas também exigir a transformação do canal em TV pública. 'A TVE existe graças aos esforços dos funcionários e da comunidade para fazer uma programação variada e de qualidade. Se a emissora fosse privada, já teria caído', afirmou. Torves lembrou que o ex-governador Germano Rigotto havia enviado à assembléia um projeto parecido, porém com hospitais envolvidos. 'Não aconteceu porque não estávamos sozinhos, havia outras entidades lutando contra o projeto e a pressão foi maior. Se a Yeda mandar os projetos em separado, vai matar a míngua um por um', falou. Por isso, Torves acredita que deve haver uma grande mobilização e que os funcionários devem se unir a sindicatos de outras associações pra não ficarem isolados. 'Vamos reunir universitários, professores, estudantes, quem tem opinião. Não podemos jogar fora uma Televisão que tem todas as possibilidades de se tornar TV pública, temos que brigar por isso', concluiu.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do Rio Grande do Sul, Antonio Edisson Peres, o Caverna, reclamou da falta de informação sobre o projeto e a dúvida se ele está ou não tramitando na Assembléia Legislativa. 'Ninguém conhece o projeto. Mandei um e-mail para a Rosane de Oliveira (jornalista de política da Zero Hora) pedindo uma cópia, mas ela acha que ninguém tem', disse. Caverna também reclamou da indiferença dos parlamentares do Estado diante da situação, dizendo que alguns se recusaram a ouvir as reclamações que tinha a fazer, além de não ter sido autorizada uma audiência pública para a discussão do caso. Terminando o discurso, afirmou: 'sou contra tirar direitos dos trabalhadores. Como representante de classe trabalhista, acho que temos que suar sangue, mas não podemos aceitar esse projeto da Yeda. Trabalhador concursado que tem a partir de três anos de trabalho não pode ser demitido. O sindicato vai tentar reverter a sacanagem que estão fazendo com o novo jeito de governar'.
Encerrando as explanações, o representante dos funcionários no Conselho Deliberativo da Fundação Cultural Piratini, Alexandre Leboutte da Fonsceca, relatou os problemas internos e como os funcionários estão se mobilizando para reverter a situação. Leboutte ressaltou que não é apenas e emissora de televisão que está passando por dificuldades, mas também a rádio FM Cultura. 'A rádio também está em um momento complicado, porque os contratos não estão sendo renovados e a rádio pode ter grande parte da programação gravada', relatou. Ele lamentou a grande perda material e humana que a Fundação vem sofrendo nos últimos anos: 'os funcionários já conhecem a realidade de corrosão material a humana de uns cinco anos e meio pra cá. Dá uma dor, pessoas competentes estão indo embora, porque a rádio e a TV estão patinando. Está uma situação tão ruim que qualquer medida poderia ser aceita para melhorar alguma coisa'.
O representante dos funcionários relatou que a primeira atitude que tiveram foi tentar compreender o que afinal é uma Oscip. Depois construíram um consenso sobre o assunto e elaboraram um manifesto público, onde uma das principais reivindicações é o fortalecimento do conselho administrativo. Os trabalhadores construíram estratégias de ocupação de espaço público para inserir a discussão sobre o assunto na sociedade. Entre as medidas está a criação de um jornal que será distribuído aos principais movimentos sociais, com o objetivo de propor a alternativa de conseguir renda sem precisar sair do domínio público. 'Temos que tentar estabelecer um debate. Na própria emissora é difícil furar esse discurso, por ser vinculada ao Estado. Pior que a censura externa é a auto censura', confessou Leboutte.


A notícia veio do Dialógico.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

TVE e FM Cultura

quarta-feira, setembro 05, 2007

Ex-extensão rural