terça-feira, setembro 22, 2009

22 de setembro de 2009: Dia Mundial sem Carro

Ou, talvez, simplesmente, 22 de setembro, Dia Mundial sem Carro.

Não pude perceber que o trânsito de Porto Alegre tenha estado mais tranquilo nesta terça-feira, que deveria ser o Dia Mundial sem Carro. Há pelo menos dois dilemas aqui. Um é que nem sempre as pessoas estão alertas quanto a este tipo de iniciativa. O segundo é que a adesão é voluntária.

Eu até diria que o trânsito de Porto Alegre parecia mais tranquilo no Centro. Mas pode ser só impressão...


Marcadores: , , , ,

sexta-feira, março 20, 2009

Iraque: 6 anos de ocupação

Ocupação do Iraque completa seis anos fora de foco

Violência diminuiu, mas problemas persistem; com crise, governo e opinião pública nos EUA deixam conflito em segundo plano

ANDREA MURTA
DE NOVA YORK

A ocupação do Iraque pelos EUA, iniciada com um ataque na madrugada de 20 de março de 2003 com bombas e mísseis ao sul de Bagdá, completa hoje seis anos. Mas desta vez, após tantos protestos e atenção da mídia, a crise econômica ofuscou a guerra no noticiário, e a data parece quase esquecida.
Em dois discursos em Los Angeles ontem, o presidente dos EUA, Barack Obama, não citou o aniversário, concentrando-se na economia. Tampouco houve perguntas da plateia a respeito. Em manchetes dos principais jornais, blogs e TVs, nada de destaque ao Iraque. E Bagdá tampouco fez cerimônias sobre a ocasião.
A ausência foi notável, já que, pelo horário de Washington, a guerra começou na noite de 19 de março de 2003.
Não é só a recessão que causou o desprestígio. Ajudou na obliteração das notícias do front o declínio da violência, creditado pelo Pentágono ao aumento das tropas no Iraque a partir de 2006 e à aliança com milícias sunitas.
Além disso, é uma estratégia de Obama transferir atenção, assim como tropas e recursos, do Iraque ao Afeganistão. A ação no Iraque já custou US$ 657 bilhões aos cofres públicos americanos (segundo valores aprovados pelo Congresso). Com as mudanças, Obama projeta reduzir os gastos, contando com US$ 144 bilhões deste ano fiscal, US$ 130 bilhões em 2010 e US$ 50 bilhões depois.
Os números trazem notícias relativamente boas. As média diária de mortes de civis iraquianos em ataques e confrontos é hoje 10. É mais do que no início da guerra, mas menos do que o pico de 72 em 2006, segundo o site Iraq Body Count.
Os saldo total, porém, bate em 91 mil. No caso dos militares americanos, as baixas chegam a 4.259. E, se a violência diminuiu significativamente em Bagdá, a insurgência sunita continua forte no norte do país.
De toda forma, o Iraque não está estável. O país enfrenta dificuldades políticas e econômicas, e o risco de as disputas desembocarem em mais violência não está fora do quadro.
"O processo político é cheio de tensões e contradições, e a situação no Iraque vai se deteriorar se não progredirmos politicamente", disse o legislador sunita Osama al Nujafi à Associated Press. Na economia, uma complicação recente é a crise no Orçamento: cortes severos foram necessários depois que o preço do barril de petróleo caiu do pico de US$ 150 em meados de 2008 para US$ 50.
Ante o quadro, o Exército dos EUA espera sair do Iraque sem deixar o país no caos. A ideia é tirar as tropas de combate até setembro de 2010 e todos os soldados até o fim de 2011.
Para muitos iraquianos, é pouco. "O Iraque nunca vai ver a estabilização até que todas as tropas de ocupação saiam. Não vimos nenhuma mudança do último aniversário até agora", disse Salah al Obeidi.

Texto da Folha de São Paulo, de 20 de março de 2009.


Marcadores: , , , ,

domingo, novembro 18, 2007

Muitas efemérides em novembro

Muitas atividades impedem uma atualização eficiente deste blog.

Dia 7, foram os 90 anos da Revolução Soviética.
Dia 9, foram 18 anos (18 anos!) da queda do Muro de Berlim.
Dia 10, foram 70 anos do golpe do Estado Novo, por sinal, pouco explorados para um ano de aniversário "redondo". Talvez seja chato lembrar que o nosso "Pai dos Pobres" deu um golpe de estado que instituiu uma ditadura de fato e de direito no Brasil. Afinal foi o Doutor Getúlio aquele que anos mais tarde iria imolar a própria vida "pelo bem da nação", quando um golpe se armava contra ele.
Dia 11, foram 89 anos do final da Primeira Guerra Mundial. A Alemanha estava exaurida, e não tinha mais condições de sustentar o esforço de guerra. Como o armistício ocorreu antes que o exército alemão começassse a recuar em todas as frentes, isso deu margens para a idéia da "sabotagem interna", e abrindo possibilidade para os grupos reacionários alemães, o mais eficiente, o nacional-socialismo, o nazismo de Hitler.
Dia 15, 118 anos da implantação da república no Brasil. A proclamação da república no Brasil já gerou bastante debate. Principalmente quando se completaram 100 anos da república, em 1989. Naquela época se falou que a república foi proclamada através de um golpe de estado. E foi mesmo. Mas isso não significa que a república não tivesse legitimidade no Brasil. Afinal o Partido Republicano existia no parlamento por bastante tempo quando a república foi proclamada. Os Inconfidentes queriam uma república, não uma monarquia. Curiosa a este respeito a revista Veja. Em 1989, na comemoração dos 100 anos da república, a Veja publicou uma edição especial, simulando uma revista Veja publicada na semana de 15 de novembro de 1989. Um trabalho espetacular. E, se não me engano, na Carta ao Leitor, o suposto editor da revista Veja de 1889 anunciava que a república trazia consigo a promessa de expansão das liberdades públicas e dos direitos da cidadania. Nesta semana (esta semana de 15 de novembro de 2007), a mesma revista Veja traz uma capa enaltecendo Dom Pedro II, o imperador deposto pela república. Não consegui ler a revista, mas a capa sinaliza uma mudança e tanto.

Então é isso. São dias siginificativos. Eu gosto de História, mas estas datas de 9, 10 e 11 eu vi em um colunista da revista eletrônica Baguete. A data do final da Primeira Guerra e a data da queda do Muro de Berlim eu não me lembrava.

Marcadores:

sábado, maio 12, 2007

13 de Maio

Não sei como era anos atrás. Pela minha memória (que pode estar selecionando fatos e lembranças), o racismo só passou a se tornar incômodo a partir dos anos FHC, lá por 1994. Parece que foi só a partir daí que se começou a ver claramente a nódoa que o racismo gerou no país, e a se pensar em ações afirmativas para etnias prejudicadas, e, obviamente, as reações reafirmando que no nosso país não há racismo.
Pode não haver racismo ostensivo, de proibição aberta de freqüentar lugares, de espaços separados em transporte público, e coisas assim. Mas há muito tempo, a revista Veja fez uma pesquisa informal e mandou três repórteres num restaurante, um branco, um negro, e um asiático. O negro foi o que foi pior atendido. Quando ele foi embora, um dos outros, não me lembro qual, ouviu o comentário entre alguns dos garçons - "o negrão foi embora". Vez por outra, na mesma Veja, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo, na última página, comentava e se perguntava porque no Brasil, nos restaurantes mais sofisticados, não se via, não só clientes negros, mas também garçons negros. Também há poucos generais negros, e poucos embaixadores brasileiros negros, se é que há algum. E estes dias, no blog do professor Luiz Felipe de Alencastro, o Seqüências Parisienses, ele questionava a quase ausência de bispos negros no clero católico brasileiro.
119 anos da Lei Áurea.

Marcadores: , , , , ,