terça-feira, outubro 09, 2007

Relembrando o Dr. Záchia - 2

Comentei dias atrás, aqui neste blog, aproveitando o momento do PMDB ter chegado à prefeitura de Porto Alegre, por meio da mudança de partido do prefeito, o Dr.José Fogaça, que o PMDB estava agora na direção da prefeitura de Porto Alegre, e o Dr. Luis Fernando Záchia, era secretário da Casa Civil do governo do estado. E tempos antes disso, um diretor da EPTC, a empresa que cuida do trânsito no município de Porto Alegre, havia informado que a prefeitura iria instalar mais pardais (controladores de velocidade). A seguir eu repetia uma pergunta que já havia sido feita no blog RS Urgente, sobre "os pardais faturadores" e a "fúria arrecadatória" do PT.
Pois a Letícia Coelho tratou de me enviar uma transcrição da sessão da nossa Assembléia Legislativa, em que foi apresentado o relatório final de uma comissão especial de pardais e lombadas eletrônicas. Na discussão final do relatório fica clara a posição do deputado Luis Fernando Záchia, na busca de uma "solução técnica" para o que poderíamos chamar de questão dos pardais. Ali, na sessão da Assembléia, o deputado Záchia debate de maneira séria.
Mas, relembrando o falecido engenheiro Leonel Brizola, faltou o deputado licenciado e atual secretário da Casa Civil fazer um "mea culpa" (que significa "minha culpa" em latim, mas lembra pela fonética uma "meia culpa"), onde ele pode dizer que fazer campanha clamando contra os pardais faturadores foi uma demagogia imensa, e aqui vai um posição pessoal.
Certamente há muita gente no mundo que acha que andar de automóvel é a coisa mais importante do mundo, e que, se o automóvel permitir, se deve utilizar a maior velocidade possível. Eu acho que não. Temos um código de trânsito que estabelece velocidades máximas para estradas, para avenidas e pequenas ruas. Quem exceder esta velocidade está desrespeitando a lei, simples assim. Se está desrespeitando a lei, deve arcar com as responsabilidades, seja com multas, com apreensão da carteira de motorista, ou, no extremo, com detenção. Acredito que se obedecêssemos mais à lei, haveria muito menos mortos e feridos no trânsito do Brasil.
Assim, obrigado Letícia, pela transcrição enviada, e eu espero mais seriedade do Dr. Záchia em suas próximas campanhas.

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sábado, outubro 06, 2007

Relembrando o Dr. Záchia

No final da semana passada o nosso alcaide, Dr. José Fogaça retornou ao PMDB, partido do qual saíra alguns anos antes, tendo sua ficha abonada pelo nosso ilustre senador ético, Dr. Pedro Simon.
Enquanto isso, como se sabe, o Dr. Luiz Fernando Záchia, deputado licenciado é secretário da Casa Civil do governo estadual da Dra. Yeda Crusius.
O blog RS Urgente já havia perguntado, mas cabe perguntar novamente: que providencias o Dr. Záchia pretende tomar contra o que ele chamava de "pardais faturadores", quando denunciava a "fúria arrecadatória do PT", quando este partido foi governo municipal e estadual?

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quinta-feira, agosto 09, 2007

Das Crônicas do Heuser: Eterno Lamento

Eterno lamento

Por Paulo Heuser

Banshee é um tipo de fada, segundo a mitologia celta da Irlanda. A mitologia escocesa tem as Bean Nighe. Ninguém lá desejava vê-las, pois anunciavam a morte, segundo as lendas. As Banshee anunciavam o número de dias de vida que restavam através de seus gritos de lamento, ouvidos a longa distância. Dois gritos, dois dias. Um grito apenas, não passava daquela noite.

As Banshee também atuavam como carpideiras, mulheres que choravam profissionalmente a morte de alguém. No caso das Banshee, no entanto, não eram pagas. Devido a alguma forma de estratificação social fúnebre, essas fadas só podiam lamentar a morte de entes das cinco maiores famílias irlandesas: O'Neill, O'Brien, O'Connor, O'Grady e Kavanagh. Cada uma dessas famílias contava com a sua própria fada, para lamentarem suas perdas. Os lamentos tornavam-se especialmente prolongados quando morriam marinheiros, cujos restos mortais não eram localizados imediatamente. A falta do corpo prolongava o sofrimento dos familiares e amigos, pois adiava o encerramento de uma fase da passagem. A vida dos que ficaram só continuava após os rituais de sepultamento. Apesar de não diminuir a falta, o enterro permitia que a vida dos demais continuasse. A morte por si só já é traumática. Da morte prematura, o que dizer?

Em outras regiões da Europa, surgiram as carpideiras profissionais, mulheres contratadas para chorar nos cerimoniais fúnebres. Recebiam dinheiro ou coisas de uso pessoal do falecido. As carpideiras choravam as lágrimas da oportunidade, pois nada sentiam em relação a quem foi e a quem ficou. Porém, como grandes atrizes, sabiam expressar o sofrimento com maestria. Seu choro era um negócio, um serviço como qualquer outro. O desaparecimento dos restos mortais de alguém se configurava como oportunidade de auferir ganhos adicionais, pois era possível chorar por mais tempo. A intensidade do lamento destacava a carpideira, aumentado a procura pelos seus serviços. Como aconteceu com outras estranhas profissões, toleradas pelas nossas organizações sociais, as carpideiras evoluíram ao longo dos séculos e milênios. Hoje ninguém encontrará anúncios dos serviços das carpideiras. Aliás, hoje se confundem em gênero, não mais se limitando a profissão às mulheres. Hoje há carpideiros, talvez até em maior número.

As conjunções das falhas institucional, do aeroporto com pista de aeroclube e do avião perneta abriram um mercado fantástico para as novas carpideiras. Estas não recebem mais em espécie nem em objetos das vítimas. Recebem em exposição da imagem. Aqui, aparentemente, as novas carpideiras se originam nas grandes famílias dos O'Governo e dos O'Posição, digladiando-se em intermináveis lamentos de acusações mútuas.

www.pauloheuser.blogspot.com

www.sulmix.com.br




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sábado, agosto 04, 2007

Como resolver a crise aérea... (Com as Bênçãos de Diogo Mainardi)...


Diogo Mainardi ouviu a TV Biruta e.... também recomendou !

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