segunda-feira, outubro 22, 2007

Do Conversa Afiada: Controladores Desacatam Jobim

CONTROLADORES DESACATAM JOBIM

20/10/2007 12:37h


Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 699

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.

. Cheguei ontem, sexta-feira, dia 19 de outubro de 2007, às quinze para as cinco da tarde no Santos Dumont com a intenção de voltar para São Paulo.

. Cheguei em casa às duas horas da manhã de sábado.

. Caiu um pé d’água no Rio por volta das 18H, e houve neblina forte em São Paulo.

. Em São Paulo, os aviões operavam por instrumentos.

. Tudo bem.

. No Rio, a tromba d’água foi forte, mas passou e ficou uma chuvinha fina, que depois passou também.

. E nada de chegar ou sair avião do Santos Dumont.

. As informações invariavelmente IMPRECISAS dos funcionários da TAM diziam, ora, que os controladores usavam aquela moedinha que o Jornal Nacional usou em Congonhas para demonstrar que o Presidente Lula derrubou o avião da TAM.

. E mediam a espessura da água.

. Não sou um especialista em moedinhas, mas entendo de chuva no Rio.

. A tromba d’água parece que vai alagar o mundo, mas passa em pouco tempo.

. Aquilo ali não fecha o Santos Dumont das seis da tarde às 11 horas da noite.

. Ora, diziam os funcionários da TAM, sempre muito bem informados, que Congonhas e Guarulhos tinham fechado por causa da intensa neblina...

. Não fechou, segundo o Estadão, pág. C7 desde sábado.

. Finalmente, com a comprovada eficiência da TAM, os passageiros foram deslocados, aos trancos e barrancos, de ônibus, para o Galeão.

. Lá, não havia avião da TAM à espera.

. Enfim, chegou um avião.

. Ficamos sentados dentro do avião um bom tempo, à espera de passageiros e do OK dos controladores para levantar vôo.

. Depois, levamos DUAS HORAS no ar, para cobrir a distância entre Rio e São Paulo.

. Os controladores informaram ao comandante que o intenso tráfego aéreo nos obrigava a voar em círculos em cima do Guarujá.

. Intenso tráfego aéreo meia-noite, uma da manhã ?

. Quando pousamos em Guarulhos, podíamos ver das janelas mais ou menos 895 fingers livres.

. Mas, o avião ficou parado quinze minutos na pista, porque, segundo o comandante, a Infraero não informava a que finger deveríamos nos dirigir.

. Trata-se, numa análise elementar, de uma greve do zelo, um boicote, para se aproveitar do tráfego intenso com a Fórmula Um.

. Os controladores usaram a desculpa do tráfego, da usual ineficiência das linhas áreas brasileiras, e da soneca do funcionário da Infraero em Guarulhos para desencadear o caosaéreo na ponte Rio–São Paulo, numa sexta-feira à noite.

. Leio os jornais hoje de manhã, e só o Estadão publica uma breve nota sobre os atrasos.

. Uma nota que reproduz, apenas, sem a usual indignação dos objetivos repórteres do Estadão, as informações ineptas e incompletas das autoridades.

. Cadê o caosáereo ?

. Cadê os vigilantes do ar, aqueles repórteres/colunistas/editorialistas do PIG, Partido da Imprensa Golpista ?

. Calaram-se com a nomeação de um ministro tucano para Defesa.

. Acabou o caosaéreo.

. Agora, é tudo uma questão meteorológica, pluviométrica.

. É preciso dar a mão à palmatória: o Presidente Lula fez muito bem em nomear Nelson Jobim, o maior amigo de José Serra.

. Acabou o caosaéreo.

. (A única vantagem foi reencontrar Washington Olivetto no Santos Dumont. Como sempre, nos breves intervalos em que não falava do Corinthians, Washington fez ponderações importantíssimas; Primeiro, constatou certo clima “Rubens Barrichelo” na operação da ponte aérea naquele fim de tarde chuvoso. Washinton também me disse que ia ligar para o Caetano Velloso e dar parabéns pelas fotos da Mônica Velloso na Playboy. Washington não sabia que a família Velloso tinha uma moça tão bonita.)

Comentário do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim.

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quarta-feira, abril 04, 2007

Só Faltou Mandar Prender...

Paulo Henrique Amorim entrevista um promotor de justiça militar, sobre a atitude do ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, que concedeu entrevista afirmando que houve quebra de hierarquia na crise aérea de sexta-feira passada.
Como, em última instância, quem deverá julgar se houve algum crime de responsabilidade do presidente da república, com uma suposta quebra de hierarquia, ou, também em última instância, será a ele que os controladores de vôo recorrerão se se acharem injustiçados, o ministro já deu seu veredicto. Ou, como comenta o Paulo Henrique, "só faltou mandar prender"...
Para ver a entrevista completa, veja o sítio Conversa Afiada.

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terça-feira, abril 03, 2007

SIVUCA

Sempre lembrando: existe o SIVUCA - Sistema de Muvuca na Internet, que se destina a combater o PUM - Pensamento Único da Mídia.
O jornalista Mino Carta não faz parte do SIVUCA, mas no seu blog, ele comenta exemplos do PUM.

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Controle de Aviação Civil

O Paulo Henrique Amorim dá uma dica, para quem estiver cansado da cobertura que a grande mídia brasileira está dando da crise de aviação desde sexta-feira. Ele recomenda consultar o que diz o Clarín, de Buenos Aires, por exemplo. Também recomenda o sítio do jornal espanhol El País.
Tais coberturas certamente destoarão do que diz a grande (grande?) mídia brasileira, onde se fala muito em "motim", "quebra de hierarquia", "indisciplina", "crise militar", e outras coisas semelhantes.
Vale lembrar, como fez o Sérgio Leo, que o brigadeiro Bueno, que esteve no comando da Aeronáutica de setembro a dezembro de 2006, e, junto com o ministro Waldir Pires, não solucionou o problema. Agora o brigadeiro Saito, que também está há cerca de três meses no comando da Aeronáutica, também não deu uma solução, e tentou uma não solução, ou seja, deter os controladores que são militares. Como não havia pessoal suficiente para substituir os detidos, foi necessário voltar atrás. Simples assim.

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segunda-feira, abril 02, 2007

Crise

Desde a noite de sexta-feira vivo um momento de perplexidade. A questão toda é o que acontece no sistema de aviação civil do Brasil? A televisão e o portal do Universo Online falam de um motim dos controladores de vôo, que, em sua maioria, são sargentos da Força Aérea. Na noite de sexta para sábado, os controladores paralisaram suas atividades, segundo o que pude inferir, por causa da transferência de um deles, um líder do movimento reivindicatório dos controladores de Brasília para Santa Maria, aqui no centro geográfico do Rio Grande do Sul. O comandante da Aeronáutica quis deter os controladores, mas o presidente Lula, em viagem a Washington, nos Estados Unidos, mandou que ele voltasse atrás pois não havia controladores para substituir os detidos, era preciso negociar.
E aí tivemos as imagens pela televisão de pessoas espalhadas pelos aeroportos do Brasil, impedidas de irem para seus destinos, vítimas do transtorno.
O texto mais didático que pude ler até agora, foi do jornalista Kennedy Alencar, na Folha Online, no UOL. Ele fala efetivamente em um motim, mas que, afinal, foi uma maneira de fazer com que o Governo Federal se mexesse, e parasse de empurrar com a barriga, um problema que se arrasta desde o acidente com o boeing da Gol, no ano passado. Os controladores têm uma carga pesada de trabalho, sob enorme pressão, mas dentro da hierarquia militar, o cargo deles é de sargento. Talvez eles trabalhem sob mais pressão, e devessem receber mais que um tenente, mas eles não podem receber mais, pois isso criaria um problema hierárquico.
No sítio do Paulo Henrique Amorim, há diversas reflexões sobre a crise. No extremo, ele denuncia que o movimento dos controladores ajuda uma remota tentativa de golpe contra o Governo Federal. Ele lembra ainda que o jornal O Estado de São Paulo, apoiou o movimento civil-militar de 1964, é o único entre os grandes jornais do centro do país que chama os controladores de sargentos.
Certamente o presidente Lula, e o ministro Waldir Pires demoraram muito a lidar com a crise da aviação civil que se mostrou com a queda do avião da Gol. Agora talvez andem mais rápido com a questão.

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