terça-feira, junho 03, 2008

Dia sem impostos, promoção ACLAME

"Dia sem impostos" tem protestos em MG e no RS

Comércios mineiro e gaúcho vendem sem tributos

DIMITRI DO VALLE
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA

Comerciantes do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais aderiram ontem ao "Dia da Liberdade de Impostos".
Para protestar contra a alta carga tributária, donos de postos de combustíveis, lojas de eletrodomésticos e concessionárias de veículos de cinco cidades gaúchas (Porto Alegre, Novo Hamburgo, Cachoeira do Sul, Pelotas e Lajeado) venderam e sortearam produtos descontando, do preço final, a parcela referente aos tributos.
Houve ainda protestos, com passeatas e panfletagem nas ruas de outros 20 municípios gaúchos. Nos postos, que concentraram a maior parte do movimento, houve filas de até 300 carros em cidades como Porto Alegre e Pelotas.
Senhas tiveram de ser distribuídas para que cada motorista pudesse abastecer 20 litros sem a incidência de tributos. Com isso, o preço médio do litro da gasolina, por exemplo, caiu de R$ 2,61 para R$ 1,40.
"Ninguém é contra o pagamento de impostos, mas é preciso chamar a atenção da população para o fato de que a cobrança de tributos também recai sobre o consumo, ao mesmo tempo em que há baixo retorno na prestação de serviços públicos por parte do Estado com esse dinheiro arrecadado", diz o cientista político Rodrigo Giacomet, da Fecomércio-RS (Federação do Comércio do RS).
A diferença do que foi deixado de cobrar foi ressarcida pela Aclame (Associação da Classe Média), entidade com sede em Porto Alegre composta por empresários que realizam há quatro anos protestos no Rio Grande do Sul contra a alta carga tributária no país.
Em Belo Horizonte, dois postos de combustíveis venderam cerca de 10 mil litros de gasolina sem incluir no preço a parcela referente aos tributos.
"Queremos alertar os consumidores sobre o peso dos impostos e mostrar para a população que a nossa margem de lucro é muito comprimida, e não o contrário", diz Sérgio de Mattos, presidente do Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais).
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, mais de 53% do preço da gasolina é tributo. Assim, na compra de 21 litros, 10 referem-se ao pagamento de tributos.

Texto da Folha de São Paulo, em 28 de maio de 2008.


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quarta-feira, março 26, 2008

A direita e o lulismo

A direita e o lulismo

SÃO PAULO - A chegada de Lula ao poder seguida da ruína moral do petismo serviu de trampolim para impulsionar uma nova direita no país. É um fenômeno de expressão midiática, mais do que propriamente político. Está disseminado em jornais, sites, blogs, na revista. E deve sua difusão aos falcões do colunismo que se orgulha de parecer assim, estupidamente reacionário.
Mesmo que a autopropaganda seja enganosa e oculte que até ontem o conservador empedernido de hoje comia no prato da esquerda, que é só um "parvenu", um espertalhão adaptado aos tempos -ainda assim, temos aqui uma novidade.
Essa direita emergente já formou patota. Citam uns aos outros, promovem entrevistas entre si, trocam elogios despudorados. Praticam o mais desabrido compadrio, mas proclamam a meritocracia e as virtudes da impessoalidade; são boçais, mas adoram arrotar cultura.
É uma direita ruidosa e cínica, festiva e catastrofista. Serve para entreter e consolar uma elite que se diz "classe média" e vê o país como estorvo à realização de seu infinito potencial. Seus privilégios estão sempre sob ameaça e agora a clientela de Lula veio azedar de vez suas fantasias de exclusivismo social.
Invertemos a fórmula de Umberto Eco: enquanto a direita anuncia o apocalipse, os integrados, sob as asas do lulismo, são testemunhas vivas do fiasco do pensamento de esquerda neste país. Não me lembro de ter visto antes a mídia estampar com tanta clareza os passos da regressão social de que participa.
Do lado oficial, há um ambiente paragetulista de cooptação e intimidação difusas, se não avesso, certamente hostil às liberdades de expressão e de informação.
Na outra ponta, um articulismo de oposição francamente antinordestino e preconceituoso, coalhado de racismo e misoginia, que faz do insulto seu método e tem na truculência verbal sua marca. Deve-se a ele o retorno da cultura da sarjeta e do lixo retórico, vício da imprensa nativa que remonta ao Império, mas que havia caído em desuso.

Fernando de Barros e Silva, na Folha de São Paulo, de 24 de março de 2008 (para assinantes).


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sábado, agosto 18, 2007

Algumas Coisas que Eles Não Cansaram...

- Baixos salários;
- Desigualdade social;
- Sonegadores de impostos (embora digam no seu filmete [abaixo] que cansaram de 'empresários corruptores');
- Lentidão da justiça;
- Execuções de inocentes pela polícia; (*)

(*) Algumas notícias surgem vez por outra sobre alguns agentes de polícia matam inocentes. Para ocultar seus crimes estes maus policiais às vezes "plantam" armas clandestinas nas mãos das vítimas, outras vezes fazem relatos de reação à voz de prisão, ou reação violenta. Veja-se a revista CartaCapital desta semana (edição 457), ou o livro do repórter Caco Barcelos, Rota 66.

Este "post" foi inspirado pelo saite Vi o Mundo.




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quinta-feira, julho 12, 2007

História

Resumindo: a direita brasileira tem horror à história e ao passado, pois só teria crimes a comemorar. Dado tal quadro psicológico e moral, tem baixa auto-estima, e horror pelas coisas do país, pois as mesmas lembram seus próprios crimes. Daí forma-se um círculo vicioso: comete crimes contra os compatriotas, esquece-os, horroriza-se com o estado dos compatriotas, comete mais crimes contra esse povo que "não tem jeito", esquece-os, horroriza-se etc.

Eu vi isto algum tempo atrás no Animot.

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