domingo, maio 03, 2009

Delara Darabi, 23 anos, foi enforcada pela República Islâmica do Irã



Hoje, no período da manhã, Delara Darabi, pintora iraniana de 23 anos de idade, foi executada na prisão de Rasht (Irã).
Ninguém esperava, pois a pena capital, segundo noticiaram as autoridades iranianas, estava suspensa por dois meses: a execução marcada para 20 de abril passado havia sido suspensa em razão de pressões internacionais e possibilidade de acordo indenizatório com familiares da vítima (forma de extinção da pena de morte).

A filha da vítima, Hayedeh Amir-Eftekhari, negou-se a perdoar Delara Darabi: a vítima tinha cinco filhas e Hayedeh era a única a não aceitar trocar a pena capital por sanção indenizatória. O governo, por seu turno, não concedeu a clemência a Delara Darabi e nem converteu a pena capital em pena de prisão.

O certo é que a pena capital foi suspensa por apenas dez dias. Seguramente para baixar a pressão internacional e evitar fosse o presidente Ahmadinejad hostilizado no discurso de abertura da Conferência da ONU sobre racismo, ocorrida na semana que se seguiu à suspensão da pena capital.

Nem a sexta-feira, –dia sagrado para os islâmicos xiitas–, evitou a barbárie, ou seja, a efetivação de um homícidio-legal (praticado pelo Estado).

A morte de Delara foi confirmada , também, pelo sítio de internet do Iran Human Rights.

Não se tem, ainda, detalhes sobre a forma de execução. Estava previsto, quando ocorreu a suspensão, o enforcamento em local público. E o corpo pendurado em guindaste ficaria em exposição, como sempre acontece.

A pintora Delara Darabi , –frise-se 23 anos de idade–, negou em juízo ter sido autora do crime de homicídio (confira retrospectiva abaixo). A sua negativa foi confirmada por oficial prova pericial (confira retrospectiva abaixo): tecnicamente, não poderia ter atingido a vítima.

Quando da consumação do crime ela tinha 17 anos de idade, ou seja, era criminalmente responsável pela lei iraniana..

Pano Rápido. Nos próximos dias desembarcará no Brasil, a convite do nosso presidente Lula, o assassino presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad: ele tenta ser reeleito, em pleito marcado para junho próximo.

Depois da China, o Irã é o país que mais impõe e executa penas de morte: confira retrospectiva abaixo.

Recomenda-se ao presidente Lula não apertar as mãos sujas de sangue de Ahmadinejad. A suspensão da execução da pena capital imposta a Delara Darabi foi uma farsa.


Texto do blog de Walter Fanganiello Maierovitch, no Terra Magazine.

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quarta-feira, maio 16, 2007

Lá Como Cá - O Caso de Delara Darabi

Na área de tecnologia do portal Terra há uma notícia sobre a jovem iraniana Delara Darabi. Ela tem 20 anos e está no corredor da morte no Irã, acusada do assassinato de uma prima do seu pai, quando ela tinha 17 anos. Segundo a notícia, ela assumiu a culpa convencida pelo seu namorado, que seria o verdadeiro autor do assassinato, porque ela era menor de idade quando do incidente. Se ele fosse julgado culpado, certamente seria condenado à morte, e eles imaginaram que tal sentença não a atingiria, pois o Irã é signatário de acordo na ONU, que impede que menores de 18 anos sejam condenados à morte. Mas segundo a notícia, o que acontece é que os menores são sentenciados, e aguardam na prisão até completar a maioridade, quando então podem ser executados, sem que o tratado seja quebrado.
A notícia no Terra, é uma reprodução da BBC . E creio que esteja na área de tecnologia porque foram abertas no Flickr, e no MySpace, área de apoio a Delara. As figuras feitas por Delara Darabi, reproduzidas no Flickr, são imagens perturbadoras. Segundo a notícia ainda, Delara é constantemente torturada, já tentou o suicídio, e no momento está com 35 Kg.

Este blogueiro acredita que Delara Darabi não deveria ser executada, pois o assassinato, quando praticado pelo estado não deixa de ser assassinato, embora aplaque um pouco o desejo de vingança dos parentes e amigos das vítimas, mas ainda assim não trará a vítima de volta.
E este caso mostra que no Irã, como no Brasil, adultos podem convencer menores de idade a assumir culpas, devido a um estatuto que procura proteger o menor. E se protege o menor porque é mais fácil recuperar um adolescente infrator, que um adulto.

Neste link, notícias em inglês, da Anistia Internacional, sobre execuções no Irã: http://web.amnesty.org/library/Index/ENGMDE130052006?open&of=ENG-IRN .

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