quinta-feira, agosto 02, 2007

Fazenda Coqueiros

A fazenda Coqueiros é notícia novamente no Correio do Povo, desta quarta-feira, dia primeiro de agosto.
Segundo o jornal, fiscais do INCRA, estiveram na fazenda para confirmar depredação de parte da reserva de mata nativa da fazenda, possivelmente feita por membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST.
Mas a notícia não é o mote deste "post".
O motivo principal deste "post" foi que ontem eu recebi a visita, e o comentário de um certo Sr. Paulo Guerra (seria ele um dos proprietários da fazenda?). (É possível ver o "post" e o comentário clicando aqui). No seu comentário o Sr. Paulo Guerra me recomenda não ficar escrevendo asneirices (ele me chamou de asno, ou distingue "o pecado" do "pecador", isto é, um homem pode escreves asneiras sem se tornar um asno completo?), pois eu estava escrevendo sobre o que não conhecia nem sabia. Concordo que não conheço a situação "in loco" da Fazenda Coqueiros, mas o "post" original estava comentando uma notícia do Correio do Povo. Não estava informando nada, apenas "palpitando". O mais curioso é que neste "post" eu comentava que, uma vez que dirigentes do MST reconheciam que a Fazenda Coqueiros era produtiva, mas era muita terra para um proprietário só, o MST estava abusando ao pleitear terra que estava produzindo, para dividir entre famílias que produziriam menos.
Talvez ele estivesse chateado com o outro "post" sobre a Fazenda Coqueiros, onde eu criticava o posicionamento do coronel Walter Cerutti, da Brigada Militar, pois este se colocava antecipadamente ao lado dos donos da Fazenda. Este "post", em que critico o coronel Cerutti é anterior ao "post" em que defendo o direito à propriedade, e nele eu falo em "burguesia latifundiária". Burguesia latifundiária por hipótese, não por individualização. A hipótese neste caso é do estado defender primariamente os desejos dos proprietários de terra, como está dito lá, que pensaria um marxista ortodoxo.
Por fim, foi uma experiência interessante este comentário que recebi ontem. Os "posts" originais são de maio e junho de 2006, têm mais de um ano, portanto. E ontem foram "descobertos" digamos assim, e respondidos.
Isto me fez lembrar um texto que recebi uma vez de um colega, que expunha algo como "Como persuadir a si mesmo a NÃO escrever um blog": lá pelas tantas, o texto dizia que aquilo que eu disse uma vez, num determinado momento, num determinado contexto, estaria disponível para sempre para quem quisesse pesquisar minha vida pregressa. Aí está.

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2 Comments:

Blogger Letícia Losekann Coelho said...

Zé, tenho certeza absoluta que não vais ficar mal com o comentário deste cidadão! Tem gente que por não ter argumentação plausível e nem aceitar a opinião contrária fica irritado e escreve palavras de baixo calão com o intuito de ofender ou desmoralizar, (olha o que eu estou passando no meu blog)! Este cidadão provavelmente não tem um blog, ou tem?

2:20 PM  
Blogger José Elesbán said...

Letícia,
Se ele tem blog, ele não informou.
Mas eu até o compreendo, e foi por isso que disse que a atitude do MST no caso era abusiva.
Não sei se é o caso da Fazenda Coqueiros, mas às vezes aquela é a propriedade da família. O cara cresceu ali. O sustento dele vem dali. A fazenda é a vida dele. Ele tem o direito de ficar bravo se tentarem invadir, desapropriar, enfim, tirar a propriedade dele...
Brigadu pela visita!
[]

1:10 AM  

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